Em um passado não muito distante a profissão de professor era considerada iluminada e a escola uma fonte sagrada do saber e apreender, como diria o poeta popular Joaquim Moreira da Silva (1886-1960), que não tendo podido ir à escola quando criança freqüentou um curso noturno aos 18 anos, onde leu avidamente e adquiriu uma vasta e diversificada cultura, o mesmo, afirmava que os professores “Brilham a luz da razão”; realmente longe parece ter ficado este tempo em que aos professores era reconhecido grande mérito.
O que se vê hoje através da mídia, governos e grande parte da população é descaso e maltrato, abandono é uma palavra que define bem, de tantos envolvidos nessa grande luta pela educação, cobrar apenas uma classe no seu desenvolvimento é desleal, pois hoje o professor ganha ares de educador cientifico e social, precisa ensinar português, matemática, ciências, e tantas outras matérias, além de como se portar em público, hoje o professor está herdando o que antes eram funções dos pais, tais como, não falar mal, não agredir, se esforçar, colaborar com o próximo, tantos outros valores que hoje são de responsabilidade da escola.
Podemos culpar as famílias por todos estes problemas, levando em consideração o pouco tempo que hoje um pai e uma mãe têm com seus filhos diariamente, em um mundo aonde o trabalho sempre vem em primeiríssimo lugar? Não, mas podemos pedir apoio e também compreensão, que se faça como no passado fiscalizando os filhos e exigindo comportamento adequado no lugar dantes chamado “sagrado”, a escola, e que entendam que o professor não como é visto hoje pela sociedade, dá apenas algumas “aulinhas”, hoje o professor é mal remunerado, tem sobrecarga horária e não recebe nenhum investimento no seu próprio aperfeiçoamento técnico e cientifico.
De acordo com a Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), o Brasil tem elevados índices de repetência e abandono escolar, tendo os índices mais elevados da América Latina nosso país corre para alcançar patamares adequados, como apresentados em outras áreas, como a econômica; de acordo com Irina Bokova, diretora-geral da Unesco, “Não podemos permitir o surgimento de uma “geração perdida” de crianças privadas da possibilidade de receber uma educação que lhes permita sair da pobreza”; Hoje o abandono escolar não é maior devido à intervenção dos preteridos professores, que ultrapassam suas funções e desdobram-se em esforços para conseguirem levar muitos alunos às escolas, realizando assim, verdadeiros “milagres”, pois se deparam muitas vezes estes profissionais com famílias completamente desestruturadas pela miséria, pelo desemprego, pela doença, pela prisão de pais/irmãos, pelas drogas e muitos outros flagelos, lutando contra a falta de apoio institucional e social.
Precisamos de investimento governamental, que o estado devolva seu devido valor, que estes profissionais possam ocupar novamente seu lugar de destaque na sociedade, que nós como sociedade, possamos fazer cada qual a nossa parte, pois a educação está para a sociedade como o leite está para o recém-nascido, fundamental para seu crescimento rápido e saudável, pois só assim nosso país poderá amadurecer e figurar realmente entre os grandes.
Um forte abraço a todos.
Tiago Stavarengo.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Grandes eventos esportivos – Prós e Contras.
O Brasil será sede da Copa do Mundo de futebol em 2014 e a cidade do Rio de Janeiro será cidade sede das Olimpíadas de 2016, isso você já sabe, mas e os prós e contras? Vamos analisar se estes eventos que por muitos economistas é a “oportunidade do século” e por outros é vista como um grande desvio de verba pública a meios não utilizáveis para a maioria da sociedade, e pior, menos ainda pelo povo que mais precisa de atenção, os que vivem abaixo da linha de pobreza é rentável ou não para uma nação.
Garanto que se eu te perguntar em quais áreas um governo deve investir, você dirá, saúde, educação, empregos, moradia e muitos outros, mas estádios, ginásios esportivos, hotéis não estarão nas suas prioridades de investimento, mas um evento do porte dos citados acima precisa e vai ter investimentos nessas áreas, com construções de arenas esportivas o quesito empregos pode ser suprido, mas educação e saúde? Num país de dimensões do Brasil e com todas suas necessidades e prioridades, investir dinheiro público em obras que não sejam essenciais é puro descaso, para não dizer, irresponsabilidade.
Já se tem previsão que o investimento em construções e reformas de estádios para a copa superará o valor de 25 bilhões de reais, se você acredita que o país tem esse dinheiro sobrando, infelizmente, você está enganado, um país que tem déficit de escolas, hospitais, clínicas, creches, vai precisar aumentar sua arrecadação para fazer tais obras, e da onde sai este dinheiro, do nosso bolso, cada vez que o gasto público aumenta só há uma forma de o governo controlar as contas, aumentando impostos, que hoje já são absurdos 35% do PIB, então para deixar bem claro, o país precisará investir alto, não tem esse dinheiro, o que se vai construir nem você nem eu vamos utilizar, e muito pouco há população lucrará com tal evento.
Mas se este texto é sobre os prós e contras, já citamos os contras e agora vamos aos prós, o que se escuta e muito quando se cita tais investimentos em tais eventos é visibilidade e moral elevada, o que não se tateia e não se vê, como os estádios; realmente hoje os olhos do Mundo estão voltados ao Brasil, esse é o momento de mostrarmos que esse não é só o país do futebol e do samba, mas sim de um povo batalhador e acima de tudo vencedor, um povo que tem objetivos próprios e preza pelo seu bem estar e o do próximo, porque qual brasileiro ou brasileira nunca usou a frase “Sou brasileiro e não desisto nunca”? Com certeza, eu espero, também teremos investimentos em transporte, pretende-se senão acabar ao menos diminuir os congestionamentos nas grandes cidades, melhorar o transporte público com mais linhas de ônibus, metros e trens e resolver de uma vez por todas os problemas com nossa malha aeroviária e aeroportos, a nossa policia terá que aumentar seu contingente e receber treinamento especial (resolver o problema que assola o Rio de Janeiro há muitos anos já seria um bom começo), nossa rede hoteleira deficitária e abaixo do nível esperado internacionalmente também receberá investimentos para se adequar e padronizar o atendimento e a hospedagem, nossa mão de obra, em geral, deve se especializar por tantos empreendimentos e vagas que surgirão em vários setores da economia.
O tema é muito amplo, poderíamos falar sobre isso por varias edições, e vamos fazer tal mais adiante, no momento acredito que os pontos principais são os expostos acima, agora cabe a você pesquisar, analisar e se posicionar, a favor ou contra tal situação, aproveito para agradecer os e-mails que recebo sobre temas a serem debatidos e as matérias já publicadas, vamos continuar juntos, pois para mudar o mundo, primeiro precisamos mudar a nós mesmos.
Um forte abraço a todos.
Tiago Stavarengo.
Garanto que se eu te perguntar em quais áreas um governo deve investir, você dirá, saúde, educação, empregos, moradia e muitos outros, mas estádios, ginásios esportivos, hotéis não estarão nas suas prioridades de investimento, mas um evento do porte dos citados acima precisa e vai ter investimentos nessas áreas, com construções de arenas esportivas o quesito empregos pode ser suprido, mas educação e saúde? Num país de dimensões do Brasil e com todas suas necessidades e prioridades, investir dinheiro público em obras que não sejam essenciais é puro descaso, para não dizer, irresponsabilidade.
Já se tem previsão que o investimento em construções e reformas de estádios para a copa superará o valor de 25 bilhões de reais, se você acredita que o país tem esse dinheiro sobrando, infelizmente, você está enganado, um país que tem déficit de escolas, hospitais, clínicas, creches, vai precisar aumentar sua arrecadação para fazer tais obras, e da onde sai este dinheiro, do nosso bolso, cada vez que o gasto público aumenta só há uma forma de o governo controlar as contas, aumentando impostos, que hoje já são absurdos 35% do PIB, então para deixar bem claro, o país precisará investir alto, não tem esse dinheiro, o que se vai construir nem você nem eu vamos utilizar, e muito pouco há população lucrará com tal evento.
Mas se este texto é sobre os prós e contras, já citamos os contras e agora vamos aos prós, o que se escuta e muito quando se cita tais investimentos em tais eventos é visibilidade e moral elevada, o que não se tateia e não se vê, como os estádios; realmente hoje os olhos do Mundo estão voltados ao Brasil, esse é o momento de mostrarmos que esse não é só o país do futebol e do samba, mas sim de um povo batalhador e acima de tudo vencedor, um povo que tem objetivos próprios e preza pelo seu bem estar e o do próximo, porque qual brasileiro ou brasileira nunca usou a frase “Sou brasileiro e não desisto nunca”? Com certeza, eu espero, também teremos investimentos em transporte, pretende-se senão acabar ao menos diminuir os congestionamentos nas grandes cidades, melhorar o transporte público com mais linhas de ônibus, metros e trens e resolver de uma vez por todas os problemas com nossa malha aeroviária e aeroportos, a nossa policia terá que aumentar seu contingente e receber treinamento especial (resolver o problema que assola o Rio de Janeiro há muitos anos já seria um bom começo), nossa rede hoteleira deficitária e abaixo do nível esperado internacionalmente também receberá investimentos para se adequar e padronizar o atendimento e a hospedagem, nossa mão de obra, em geral, deve se especializar por tantos empreendimentos e vagas que surgirão em vários setores da economia.
O tema é muito amplo, poderíamos falar sobre isso por varias edições, e vamos fazer tal mais adiante, no momento acredito que os pontos principais são os expostos acima, agora cabe a você pesquisar, analisar e se posicionar, a favor ou contra tal situação, aproveito para agradecer os e-mails que recebo sobre temas a serem debatidos e as matérias já publicadas, vamos continuar juntos, pois para mudar o mundo, primeiro precisamos mudar a nós mesmos.
Um forte abraço a todos.
Tiago Stavarengo.
Assinar:
Postagens (Atom)